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Tarcísio 'perdeu a confiança da Polícia Civil', e Derrite 'desorganizou a PM', diz Haddad

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06 de Maio de 2026 às 15:44
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Tarcísio 'perdeu a confiança da Polícia Civil', e Derrite 'desorganizou a PM', diz Haddad

O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), durante entrevista à rádio TMC de São Paulo. Reprodução/Youtube/TMC O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou nesta quarta-feira (6) as ações do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na Segurança Pública. A área ganhou centralidade nos debates tanto da direita quanto da esquerda por ser considerada uma das maiores preocupações pela população. Segundo o petista, a gestão do seu futuro adversário na eleição de outubro foi marcada, até aqui, por decisões erradas e promessas não cumpridas dentro das polícias Civil e Militar. Em nota, a Secretaria da Comunicação do governo paulista informou que "as afirmações citadas pela reportagem apresentam uma leitura equivocada dos indicadores ficais e uma desconexão com a realidade dos fatos. Em primeiro lugar, é preciso destacar que o resultado primário é o parâmetro utilizado pelo Tesouro Nacional e demais organismos ficais para apurar a saúde financeira dos governo. Desde o início da atual gestão, a disponibilidade total de caixa do Governo de São Paulo permanece em patamar elevado" (leia a íntegra mais abaixo). Vídeos em alta no g1 “Ele [Tarcísio] perdeu a confiança da Polícia Civil. Não cumpriu palavra, prometeu que o salário dos delegados ia ser um dos primeiros [a ser reajustado]...", afirmou, em entrevista à rádio TMC de São Paulo. Em março, foram aprovados na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um projeto de lei que prevê reajuste salarial de 10% para as polícias Militar e Civil em 2026 e outro que propõe mudanças no plano de carreira da Polícia Civil. A discussão sobre a reestruturação das carreiras se arrastava havia mais de dois anos, e o envio dos textos pelo Executivo ocorreu após pressão de representantes da categoria. Haddad criticou ainda Tarcísio por ter se posicionado contra a chamada PEC da Segurança Pública, aprovada na Câmara e que ainda aguarda votação no Senado. A medida prevê um sistema único com atuação descentralizada entre União, estados e municípios. "O maior erro do governador foi ser contra a PEC da Segurança Pública. Não existe chance de combatermos o crime organizado desorganizados. Não tem chance. E ele, ao não entender o gesto que o presidente Lula fez, ao criar uma situação em que a colaboração se torna regra, não exceção, ele jogou oportunidade de ouro no lixo", declarou. Guilherme Derrite (PP), que foi secretário de Tarcísio na Segurança Pública e disputará uma vaga no Senado por São Paulo, também foi alvo de críticas do petista. "O Derrite desorganizou a Polícia Militar, a maneira como que ele deu as promoções... Inclusive o governador e o Derrite andaram se estranhando por conta da bagunça que ele [Derrite] fez. Fez uma grande bagunça. Tentou atrapalhar a lei anti-facção do governo federal como relator. Depois, o Senado tentou corrigir e saímos mais ou menos bem do outro lado da piscina”, afirmou Haddad. Ele disse ainda que "as polícias Militar e Civil [estão] insatisfeitas não só por falta de recursos, mas também do ponto de vista da gestão e da hierarquia das polícias. Houve uma mudança com o Derrite que causou grande problema para as corporações". A lei antifacção, que estabelece diretrizes para o enfrentamento de facções criminosas foi sancionada em março por Lula. Derrite, que era o relator, apresentou diversas versões do seu parecer, o que gerou a percepção de falta de consenso sobre o texto. Sobre a reestruturação das carreiras da Polícia Militar paulista, a Alesp aprovou em março um projeto que recebeu críticas de especialistas e entidades por concentrar a maior parte dos agentes em níveis iniciais da carreira, enquanto as vagas de progressão são significativamente reduzidas, dificultando a progressão de carreira. Em um parecer, a Comissão de Segurança Pública da OAB-SP afirmou que o projeto apresenta omissões e inconsistências que podem comprometer a eficiência da corporação e ampliar desigualdades internas, especialmente ao não garantir perspectivas de progressão para a maior parte dos policiais da base. O documento também aponta que a proposta amplia a margem de decisão do Executivo na definição da distribuição de cargos e promoções, o que pode abrir espaço para interferências político-partidárias. Além disso, critica a ausência de previsão de políticas voltadas à saúde mental dos policiais. Em nota, Derrite informou que "Haddad entende tanto de segurança quanto ele entende de economia, ou seja, absolutamente nada. Eu tenho resultados reais para apresentar em São Paulo, como a queda histórica de todos os índices criminais e o fim da Cracolândia. Já ele, prometeu picanha e entregou dívidas. De bagunça com certeza ele entende bem”. Finanças Na entrevista à rádio, o petista também criticou as finanças do estado sob a administração do atual governador do Republicanos e afirmou que a alta popularidade dele é reflexo da falta de conhecimento da opinião pública sobre a situação do estado. "O caixa do estado está baixo. Ele está consumindo o caixa do estado. E você diz: ‘são grandes obras’. Mas cadê as obras? Ele anuncia contrato. O contrato do túnel. O contrato do trem. O contrato do Centro, mas não tem entrega. É um governo com alta aprovação e baixo desempenho", disse. Resposta de Tarcísio O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (5) no Palácio dos Bandeirantes. Reprodução/GloboNews Na terça-feira (5), em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio já havia criticado as falas recorrentes de Haddad sobre a situação fiscal do estado e sobre o empréstimo de R$ 15 bilhões que a Alesp autorizou o governo paulista a obter junto a bancos nacionais e internacionais. "Era só o que faltava o Haddad vir falar de política fiscal do estado de São Paulo. Tá de brincadeira. O cara que quebrou o Brasil vai falar do estado de São Paulo? Eu teria vergonha de falar um negócio desses", afirmou Tarcísio. "O legado do Haddad no governo federal: sete pontos a mais da relação dívida-PIB, maior carga tributária da história, uma 'renca' de pessoas endividadas. Uma quantidade enorme de empresas em recuperação judicial, a segunda maior taxa de juro real do mundo. Mais de R$ 10 tri de dívida. E esse cara realmente quer falar de fiscal? Faça me o favor... dá um tempo pra mim...", declarou. O que diz o governo paulista "As afirmações citadas pela reportagem apresentam uma leitura equivocada dos indicadores ficais e uma desconexão com a realidade dos fatos. Em primeiro lugar, é preciso destacar que o resultado primário é o parâmetro utilizado pelo Tesouro Nacional e demais organismos ficais para apurar a saúde financeira dos governo. Desde o início da atual gestão, a disponibilidade total de caixa do Governo de São Paulo permanece em patamar elevado. Atualmente, a soma dos recursos disponíveis é aproximadamente R$ 22 bilhões, resultado de sucessivos superávits acima das metas legais: R$ 5,5 bilhões em 2023, ante meta de R$ 2,4 bilhões; R$ 12,9 bilhões em 2024, ante meta de R$ 3,9 bilhões; e R$ 8,5 bilhões em 2025, ante meta de R$ 5,7 bilhões. Esses resultados são fruto das medidas adotadas, desde 2023, para garantir o equilíbrio fiscal, gestão responsável da dívida e manutenção do nível de caixa compatível com os princípios da responsabilidade fiscal. Essas ações têm permitido ampliar investimentos – realizados em patamares históricos, na casa dos R$ 30 bilhões ao ano - e fortalecer políticas públicas voltadas à melhoria dos serviços prestados à população. No período, foram entregues obras relevantes como o primeiro trecho do Rodoanel Norte, ligando as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias; a Linha 17-Ouro, que liga o aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária do Estado e os contornos Sul e Norte da Rodovia dos Tamoios, que reduziram de cerca de 45 para 16 minutos o tempo de viagem entre Caraguatatuba e São Sebastião. Além disso, o programa SP pra Toda Obra completou o seu primeiro ano com cerca de R$ 145 bilhões em investimentos e mais de 4.300 obras na malha viária do Estado. Não há, portanto, qualquer problema fiscal no estado, que conta com mais de R$ 22 bilhões em disponibilidade de caixa. Importante esclarecer ainda que o superávit de 2024 foi obtido sem as receitas provenientes das privatizações da Sabesp e da EMAE, que são receitas classificadas como não primárias. As informações sobre a segurança pública também estão equivocadas. O Governo do Estado de São Paulo reconhece e valoriza as carreiras policiais desde o início da atual gestão. No período, o reajuste médio acumulado concedido às forças de segurança chegou a 35%, cerca de 21 pontos percentuais acima da inflação registrada entre 2023 e 2025, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE. A gestão também incorporou ao orçamento o aumento concedido em 2022, elevando o impacto total para cerca de 55%. Além disso, reorganizou os planos de carreira das polícias Civil e Militar, com a modernização das regras de progressão funcional, que passaram a ser mais previsíveis, transparentes e baseadas em critérios técnicos. Os investimentos em tecnologia, equipamentos e infraestrutura também foram ampliados. Nos três primeiros anos da gestão, foram destinados mais de R$ 50 bilhões à modernização das forças de segurança. Nesse período, foram adquiridas mais de 18 mil armas, 3,6 mil viaturas e 57,3 mil coletes, além da aplicação de R$ 327 milhões em obras estruturais. O Muralha Paulista, instituído em 2024, já conecta mais de 125 mil câmeras de vigilância em diferentes regiões do Estado e contribuiu para a captura de mais de 15 mil criminosos. A efetividade da política de segurança pública se reflete na queda dos indicadores criminais. Em 2025, os homicídios caíram 3,1%; os latrocínios 22,2% e os roubos em geral 16,7%. Também foram registradas quedas nos estupros, roubos e furtos de veículos e no roubo de carga. Desde janeiro de 2023, as forças de segurança apreenderam mais de 722 toneladas de drogas e retiraram de circulação mais de 43 mil armas ilegais. Em relação a PEC da Segurança Pública, a atual gestão reforça que o combate ao crime deve ser conduzido de forma integrada, com coordenação institucional, respeito às competências de cada ente federativo e maior controle sobre as rotas de abastecimento das organizações criminosas, especialmente nas regiões de fronteira. O Estado de São Paulo possui ações consolidadas, estruturadas e integradas neste sentido, que atendem plenamente os objetivos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com o qual mantém diálogo permanente e cooperação institucional."
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