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Parte de teto de escola estadual desaba no Recife; em outra unidade, queda de telhado fere alunos

G1
09 de Julho de 2026 às 06:00
6 min de leitura
Teto de biblioteca de Escola Técnica Estadual desaba Parte do teto da biblioteca de uma escola pública desabou, no bairro do Espinheiro, na Zona Norte do Recife. Imagens enviadas ao g1 e à TV Globo mostram uma cratera no forro de gesso que reveste a cobertura (veja vídeo acima). Alguns estudantes estavam no local. Ninguém foi atingido. O desabamento aconteceu na tarde da terça-feira (7), na Escola Técnica Estadual Agamenon Magalhães (Etepam), localizada na Avenida João de Barros. No mesmo dia, cinco alunos de outra unidade se feriram depois que parte do telhado de uma sala caiu, no bairro da Mustardinha, na Zona Oeste da cidade (saiba mais abaixo). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Procurada, a Secretaria Estadual de Educação (SEE) informou que a área foi interditada e deu início aos serviços de reparo. A instituição disse, ainda, que as aulas na unidade seguem normalmente e que a estrutura vai passar por uma vistoria técnica e intervenções para corrigir pontos de infiltração (veja resposta abaixo). Um estudante da escola, que pediu para não ser identificado, disse ao g1 que estava no corredor, do lado de fora da biblioteca, quando o gesso caiu. Segundo o jovem, um grupo de alunos estava jogando xadrez na biblioteca, na hora do acidente. "Quando eu ia entrar na biblioteca, ouvi um estrondo de algo caindo. Até disse: 'a placa de gesso da biblioteca caiu'. Quando eu entrei, o meu melhor amigo estava lá dentro. E estava o teto caído. [...] Fiquei horrorizado", afirmou. O aluno disse também que chegou a protocolar nove denúncias à Ouvidoria da SEE sobre problemas de infraestrutura na unidade. Entre eles, estão infiltrações, além de janelas e aparelhos de ar-condicionado quebrados. "Tem pingueira de ar-condicionado em cima de transformador, na sala em que a gente mexe com tensa altão, 480V, 320V, 380V. Tem pingueira onde tem que colocar lonas em cima das bancadas de eletricidade, para não molhar. Tem dias em que a gente tem que passar rodo, porque está muito molhada a nossa sala. [...] Inclusive, uma das denúncias que eu fiz foi que a gente fez provas no calor. A gente fez provas com o ar-condicionado quebrado, com porta aberta", contou. Ainda de acordo com o estudante, no fim do ano passado, começaram a ser realizadas algumas obras, inclusive no telhado da unidade, mas os serviços são interrompidos com frequência. "As obras duraram basicamente um mês. Só um mês. Começaram as obras, pintaram toda a escola. Pintaram o muro da escola, pintaram as portas. Era tudo bonitinho. Reformaram alguns pisos que estavam bastante quebrados. Isso é um ponto muito positivo. Mas depois de um mês sumiram. Quando eu voltei neste ano, depois das férias, eu vi a escola pior do que ela estava", disse. Segundo o aluno, no início do ano letivo, a escola voltou a ter sérios problemas de manutenção. "Cheia de lixo. Porque os telhados que eles estavam ajeitando, eles deixaram no pátio e foram embora. Não voltaram. Inicialmente, a escola disse que eles iriam voltar, que eles estavam de férias também. Mas eu pensei: 'como assim estão de férias?'. Eles não poderiam aproveitar o momento em que a gente justamente não está na escola para fazer a reforma? [...] Depois foi dito que teve um problema com a Secretaria da Educação e a empresa terceirizada", disse o aluno. O que diz a Secretaria de Educação Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que: assim que a situação foi identificada, a área foi "imediatamente" interditada e as providências necessárias para a realização dos reparos foram adotadas; as aulas e as demais atividades da unidade de ensino seguem normalmente, sem prejuízo ao funcionamento da escola; a causa do desprendimento do forro será apurada por meio de vistoria técnica, que será realizada, na quinta-feira (9), por um engenheiro da Secretaria de Educação; a inspeção permitirá identificar a origem da ocorrência e definir, caso necessário, outras medidas preventivas e corretivas para assegurar a integridade da edificação; mantém um cronograma permanente de manutenção preventiva em toda a rede estadual de ensino, com inspeções periódicas realizadas por equipes técnicas de engenharia; as equipes de engenharia são responsáveis por avaliar as condições estruturais das unidades e indicar as intervenções necessárias para garantir a segurança da comunidade escolar; a Etepam está passando por serviços de manutenção no telhado para solucionar pontos de infiltração identificados na unidade; as intervenções são executadas de forma planejada, sem comprometer o funcionamento da escola, e integram o cronograma de manutenção predial da pasta. Feridos em outra escola Telhas caem no pátio de escola e estudantes e professor ficam feridos no Recife Também na terça (7), telhas que fazem parte do telhado de uma sala de aula caíram no pátio da instituição, atingindo estudantes e um professor, na Escola de Referência em Ensino Fundamental (Eref) Presidente Arthur da Costa e Silva, no bairro da Mustardinha, na Zona Oeste do Recife (veja vídeo acima). De acordo com a Secretaria de Educação, cinco estudantes ficaram feridos e precisaram de atendimento médico. Imagens enviadas à TV Globo mostram as telhas caídas no chão e cadeiras escolares no mesmo local. Ao g1, a gerente responsável pela Gerência Geral de Educação (GRE) Recife Sul, Viviane Gomes, disse que as telhas caíram enquanto a turma, que cursa o 8º ano do ensino fundamental, participava de uma atividade na parte externa da sala. Segundo ela, a escola passa por uma reforma desde o ano passado e o local do acidente fica na parte da unidade que ainda não foi requalificada e, por isso, estava interditado. A Secretaria de Educação informou que a equipe gestora da escola prestou atendimento imediato ao professor e aos cinco estudantes, e afirmou que todos foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Torrões, também na Zona Oeste. No local, foram atendidos e liberados no mesmo dia. Sobre o caso, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) em que chamou de "inaceitável" e "descaso com o qual o governo do estado vem tratando as unidades de ensino". Procurada, a secretaria informou que a conclusão da obra está prevista para o segundo semestre deste ano e custa aproximadamente R$ 2 milhões. Segundo a pasta, novas intervenções serão realizadas ao longo do segundo semestre, sem necessidade de interdição da unidade, uma vez que não há riscos à comunidade escolar durante a execução da obra". A pasta afirmou também que mantém "um cronograma permanente de manutenção preventiva em toda a rede estadual de ensino". Além disso, disse que inspeções periódicas são realizadas por equipes técnicas de engenharia, que acompanham as condições das edificações e definem as intervenções necessárias para garantir a segurança, a conservação e o pleno funcionamento das unidades escolares. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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