FOTO: flagra de zogue-zogue de Alta Floresta com filhote nas costas em ponte
zogue-zogue-de-Alta-Floresta (Plecturocebus grovesi) Ivã Schuster O fotógrafo de natureza Ivã Schuster registrou um zogue-zogue-de-Alta-Floresta atravessando uma ponte de dossel com o filhote nas costas, em Alta Floresta (MT). A estrutura faz parte do programa Alta Floresta Não Atropela, que monitora a travessia de animais silvestres sobre vias urbanas com apoio do Projeto Reconecta, coordenado pela pesquisadora Fernanda Abra. 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram A imagem reúne, em um só clique, alguns dos principais símbolos da conservação da biodiversidade no município: o zogue-zogue-de-Alta-Floresta, mamífero-símbolo local; as pontes de dossel; e o próprio programa de monitoramento. O registro sintetiza como ciência, planejamento urbano e conservação podem caminhar juntos. Em apenas 15 meses de monitoramento, o Alta Floresta Não Atropela já contabilizou mais de 15 mil travessias de animais silvestres pelas estruturas instaladas na cidade. Os números mostram que as pontes já fazem parte da rotina da fauna local e vêm cumprindo seu principal objetivo: reduzir os impactos da infraestrutura viária sobre a biodiversidade. Além de diminuir o risco de atropelamentos, as pontes de dossel devolvem conectividade à paisagem. Elas permitem que os animais se desloquem com segurança entre fragmentos florestais em busca de alimento, água, parceiros para reprodução e novos territórios. Veja mais notícias do Terra da Gente, no g1: BIG DAY: Instituto promove 2ª ação para observação de araras-azuis-grandes na natureza SOBREVIVÊNCIA: Nova espécie de peixe-das-nuvens é descoberta no Pantanal DISFARCE: Nova espécie de mosca pode viver entre 1 milhão de vespas sem ser atacada Instalações de pontes de dossel em área urbana em Alta Floresta (MT) Fernão Prado A presença do filhote nas costas do adulto torna o registro ainda mais simbólico. Enquanto o exemplar mais velho precisou se adaptar a uma realidade criada pela própria intervenção humana, para a nova geração as pontes já nascem como parte da paisagem — um caminho seguro incorporado desde cedo ao ambiente urbano. Espécie descrita em 2019 Descrito pela ciência em 2019, o zogue-zogue-de-Alta-Floresta (Plecturocebus grovesi) vive exclusivamente na região entre os rios Teles Pires e Juruena, no norte de Mato Grosso. A espécie recebeu esse nome por ter sido descrita cientificamente no município e, posteriormente, foi reconhecida por lei como o mamífero-símbolo de Alta Floresta. Veja o que é destaque no g1: Agora no g1 O registro reforça também os resultados do Projeto Reconecta, coordenado por Fernanda Abra, premiada internacionalmente por seu trabalho voltado à redução dos impactos da infraestrutura viária sobre a biodiversidade. Em Alta Floresta, o projeto integra o programa Alta Floresta Não Atropela. “O Ivã presenteou todos nós com essa verdadeira joia: um registro do zogue-zogue-de-Alta-Floresta! É incrível ver tantos talentos locais envolvidos neste projeto", disse Fernanda Abra, coordenadora do Projeto Reconecta. O zogue-zogue foi reconhecido por lei como o mamífero-símbolo de Alta Floresta reuber/iNaturalist “Como biólogo e cidadão de Alta Floresta, era angustiante ver esses animais expostos ao perigo ao atravessar ruas e rodovias. Hoje, graças ao programa Alta Floresta Não Atropela, é emocionante vê-los utilizando as pontes de dossel. Registrar o zogue-zogue-de-Alta-Floresta com um filhote nas costas simboliza esperança e reforça que investir na conservação é garantir o futuro dessa espécie", conta Ivã Schuster, fotógrafo de natureza e autor do registro. Além do zogue-zogue-de-Alta-Floresta, as pontes de dossel também são usadas pelo macaco-aranha-de-cara-preta, mico-de-Schneider, bugio-ruivo-do-rio-Purus, macaco-da-noite e macaco-prego. Os registros reforçam que investir em infraestrutura para a fauna é uma estratégia eficaz para conciliar desenvolvimento urbano e conservação da biodiversidade. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente
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